domingo, 20 de maio de 2018

☜♡☞...TEMPESTADES E CALMARIAS..☜♡☞


Não podemos controlar as nossas vidas.

Mas podemos escolher os nossos caminhos.
Assim como o navegante,
que não tem controle sobre o oceano e os ventos,
ajusta as velas do seu barco,
para seguir rumo ao porto que deseja.

E o homem que viaja no deserto,
embora não possa controlar as tempestades de areia,
aprende a identificar os seus sinais e buscar um local seguro,
que o abrigue até que possa prosseguir a jornada.

O imprevisto faz parte da viagem.
E os mistérios que se ocultam,
atrás de cada curva do caminho,
nos oferecem as alegrias das boas surpresas;
ou o desafio de superar os obstáculos que surgem.

Lembrai-vos, sempre, de que o agricultor,
ao cultivar a seara,
não tem qualquer controle sobre os fatores da natureza.
Ele apenas prepara o solo,
lança as sementes que escolhe e cuida da plantação.

Molha o terreno,
quando a chuva se faz escassa; abre valas,
quando a água em excesso se torna ameaça.
Trabalha, com todas as ferramentas ao seu alcance,
para que possa ter uma boa colheita.

Assim faz o homem sensato.
Não são os imprevistos da vida,
que determinarão os nossos caminhos;
mas a forma como a eles reagirmos.
Porque é o leme, não o vento,
que define o rumo do barco.

Cuidemos, portanto, da nossa seara.
Preparemos o nosso coração e a nossa mente;
plantemos as melhores sementes e cuidemos delas,
dia a dia,
para que possamos ter a colheita que desejamos.

Não nos deixemos abalar pelos imprevistos.
É porque existem as montanhas,
que nos tornamos capazes de escalá-las;
porque existem abismos, criamos pontes;
por existirem mares, construímos barcos.

É porque existem os desertos,
que nos alegramos ao encontrar um oásis;
porque a sede tortura, que a água fresca é tão boa.
É porque a saudade é amarga,
que nos sentimos felizes no reencontro.

Sim; os acasos influem em nossas vidas;
e muitas vezes,
nos fazem passar por caminhos que
não pensávamos percorrer.
Porém, o verdadeiro Eu é a nossa bússola:
deixemos que nos aponte o norte
.
Não podemos impedir que a chuva caia.
Entretanto,
podemos entristecer-nos porque nos mantém em casa;
ou ajeitar-nos sob as cobertas e
pensar no cheiro gostoso da terra molhada,
que virá depois.

Eu vos tenho dito: a escolha é sempre nossa.
Por isto,
há pessoas que se encantam
ao entrar em um jardim de rosas;
e outras que se assustam e encolhem,
diante do medo que têm aos espinhos.

Em nossa jornada, existirão borrascas e calmarias.
E o navegante que desfrutará da beleza do oceano e
chegará ao porto não é o que pula do barco,
apavorado, quando as ondas se mostram mais fortes.

Mas aquele que é capaz de enfrentar as tempestades.

__HASSAN__


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