domingo, 17 de junho de 2018

☜♡☞..."SOBRE ELA"...☜♡☞


Ela tem a alma doce e
quase sempre é sua alma que dita regras,
que comanda tudo.

Dizem que é da alma feminina o sentir,
sempre e muito, tudo!
Talvez por isso ela tenha o "sentir'
tão latente, sempre muito e além do "ser".

Ela se alimenta da força desse 'sagrado feminino'
que traz dentro de si,
para sobreviver e sobreviveu e sobrevive...

Ela é um tanto reservada e delicada também,
mas sabe ser firme quando quer,
quando vale à pena, quando é preciso.

Ela acredita no poder da fé,
na luz interior, em recomeços.
Muito em recomeços!

Ela diz o que pensa quase sempre, quase...
porque nem sempre, falar, em sua opinião,
soma ou é útil.
Mania dela ou um direito que aprendeu a se dar.

Ela silencia quando dói,
grita quando é ferida e bem cedo aprendeu com a vida a calar
diante da ignorância.

Ela não entende a maldade do preconceito,
do abandono e da injustiça e não se conforma com atitudes
assim vindas de um "ser humano".

Ela tem defeitos que não revela,
por que defeitos não são bonitos e
os dela estão guardados em algum canto da alma,
só vê quem passa por lá.
E só passa por lá quem ela permite,
quem ela deixa cruzar pela soleira da porta
que está sempre entreaberta.
E ela valoriza demais quem entende e “respeita” os sinais.

Ela traz a armadura sempre polida, mas descansando...
coisa de quem é da paz.

É otimista,
espera todo dia o melhor, coisa de quem nutre a esperança.

Ainda acredita na força que tem o "dar as mãos",
crê no afeto e na amizade verdadeira conquistada com o tempo,
com verdade e reciprocidade.

Ela rebusca palavras pra falar de sentimentos,
sem pretensão, olha e vive apenas o presente,
talvez aí um defeito, sem querer, revelado...

Ela rabisca silhuetas,
pinta o dia a dia da cor que seu coração manda,
recorta as dores,
cola bilhetinhos com palavras que curam
por todos os lados e lê...

E escrevinha...
porque escrevinhar é para ela voar para dentro de si,
é escrever livremente, do seu jeito,
e ela ama descansar as asas nesta liberdade.

É uma apaixonada pelas reticências, nas palavras, na vida...
Reticências pra ela é uma metáfora do tempo, de se dar tempo,
de ver passar o tempo.
É como silenciar para sentir, então...
pra ela é quase que impossível não usá-las.

Ela reserva um lugar arejado e iluminado no peito para os sonhos e
os amigos que chegam.

Acredita na vida, na simplicidade,
em encontros bonitos, no amor.

E porque acredita não desiste, insiste, vive,
simplifica, encontra, ama...

Ela é Escrevinhadeira e
a "Escrevinhadeira" é o lado transparente de sua alma,
de sua essência, doce.

__Rita Maidana__

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